Medidas de combate ao coronavírus incluem reforço ao Bolsa Família, que terá a inclusão de 1,2 milhão de famílias

Governo federal vai injetar quase R$ 150 bilhões na economia, priorizando ações direcionadas à população mais vulnerável


O governo federal anunciou nesta segunda-feira (16.03) que vai injetar até R$ 147,3 bilhões na economia nos próximos três meses para amenizar o impacto do coronavírus no país. Entre as medidas, está o reforço no Programa Bolsa Família, com a inclusão de 1,2 milhão de famílias beneficiadas. O impacto das ações na área social será de até R$ 3,1 bilhões.

“Iríamos anunciar na próxima quarta-feira, no Senado Federal, a inclusão de mais 200 mil famílias no Bolsa Família. Agora, com a liberação de recursos que acaba de ser divulgada, podemos incluir mais 1 milhão de famílias”, destacou o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni.

“Assim, mais de 1 milhão e 200 mil famílias passarão a receber o benefício. Serão mais de 14 milhões e 200 mil famílias atendidas pelo governo do presidente Jair Bolsonaro, que está cuidando de quem realmente mais precisa”, completou Onyx Lorenzoni.

De acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, a maior parte dos recursos vem de remanejamentos, de linhas de crédito e de antecipações de gastos, sem comprometer o espaço fiscal no Orçamento. Até R$ 83,4 bilhões serão aplicados em ações para a população mais vulnerável, até R$ 59,4 bilhões para a manutenção de empregos e pelo menos R$ 4,5 bilhões para o combate direto à pandemia.

“Vamos cuidar dos mais idosos. Já anunciamos R$ 23 bilhões para entrar em abril e mais R$ 23 bilhões para maio”, disse Guedes, referindo-se à antecipação de parcelas do pagamento do 13º salário para aposentados e pensionistas do INSS. Também serão antecipados os abonos para junho, o que dá R$ 12 bilhões.

O governo definiu como prioritárias três das 19 propostas em tramitação no Congresso Nacional enviadas na última semana. A primeira é a Proposta de Emenda à Constituição do Pacto Federativo, que descentraliza recursos da União para estados e municípios. A segunda é a aprovação do projeto de lei que autoriza a privatização da Eletrobrás. E a terceira é o Plano de Equilíbrio Fiscal, programa de socorro a estados pouco endividados, mas com dificuldades financeiras por conta do comprometimento com salários de servidores.

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